Pular para o conteúdo principal

Sunset Overdrive - Análise

Se tivesse que descrever Sunset Overdrive numa palavra? Divertido. Esta é a sua ambição do princípio ao fim e não olha a limites para entreter quem está diante da televisão, canalizando tudo aquilo que constitui um jogo para atingir aquilo a que se propõe a fazer. Não é dramático, não tenta atingir novos patamares e não tem uma história marcante, simplesmente é divertido e proporciona bons momentos, sendo possivelmente um dos melhores jogos da Xbox One, se é isto que procuram.


Sunset Overdrive é a resposta da Insomniac à popularidade dos zombies nos videojogos (curiosidade: no início era uma versão de DayZ deste estúdio), mas que em vez de apresentar uma visão aterradora do mundo, prima pelo seu lado humorístico e descontraído. A Sunset City demonstra apropriadamente a filosofia por detrás do jogo, cheia de cores vibrantes e edificada com um parque de diversões massivo em que tudo serve para deslizar pelas bermas ou para saltar mais alto. Over-the-top assenta que nem uma luva a Sunset Overdrive.


Tudo começa com a criação de personagem, onde liberdade de personalização não falta. Podem escolher o género, roupa interior, corte de cabelo, bigode, acessórios, t-shirts, casacos, calças, saias, tatuagens, chapéus e outros adereços estranhos para criarem uma personagem única e que corresponda, pelo menos no exterior, à vossa personalidade. As opções de personalização vão ficando mais vastas à medida que progredirem nas missões, desbloqueando mais adereços para a vossa personagem.


Definida a personagem, somos atirados para Sunset City, um paraíso colorido onde o lançamento da bebida energética Overcharge correu mal e transformou todos os que a beberam em mutantes descontrolados. Pior ainda, a Fizzco, companhia que produz esta bebida, fez um cerco à cidade e está a impedir que os sobreviventes fujam. A situação parece terrível, aliás, há semelhanças com o que aconteceu em Raccoon City, mas a diferença é que Sunset Overdrive é um jogo completamente virado para a brincadeira.


Há um esforço constante para colocar um sorriso na cara do jogador, até na morte. Quando morrem, o regresso à vida é quase imediato, para que a diversão não pare, e há sempre uma animação engraçada a acompanhar (a minha favorita é uma homenagem ao Portal). Os mutantes explodem dando formas a onomatopeias, e quanto maiores forem, mais espetacular será o seu final. Com tantas explosões pelo meio e efeitos visuais criados pelo disparo das armas, há combates em Sunset Overdrive que mais se parecem com fogo de artifício.


Quanto mais jogava, mais evidente se tornava que Sunset Overdrive quer desesperadamente ser cool. Há ocasiões em que este esforço é demasiado forçado, resultando em piadas sem graça ou situações estranhas, mas tenho que dar o braço a torcer e dizer que na maioria das vezes o jogo consegue ser engraçado. Às vezes desperta só um sorriso, enquanto outras vezes extorque um "ha ha ha". É quase garantido que vão encontrar diversão em Sunset Ovedrive, caso contrário, devem ser aquela pessoa aborrecida que nunca se diverte nas festas.


No seu esqueleto, Sunset Overdrive é familiar para quem está habituado a jogos em mundo aberto. Há missões principais que dão avanços na história, e depois uma grande quantidade de missões secundárias que dão a oportunidade de ganhar mais dinheiro, para comprar novas roupas e armas. Também há vários colecionáveis, desde rolos de papel higiénico pendurados em postes a sapatilhas mal-cheirosas presas a cabos de alta-tensão, que são a moeda única para comprar algumas novas habilidades para a personagem e armas, ou seja, há de facto recompensas para quem se der ao trabalho de apanhar todos os colecionáveis.


Todas as missões são simplistas. Raramente é a ocasião na qual não temos que ir daqui para ali para matar um bando de infetados ou robôs avançados tecnologicamente da Fizzco. Apesar disto, Sunset Ovedrive nunca se tornou aborrecido por força da jogabilidade incrível que a Insomniac Games criou. Quanto apanharem o jeito, vão fluir rapidamente pela cidade usando as arestas dos edifícios como meio de transporte e carros, caixas de ar-condicionado e até arbustos como um trampolim. Na realidade, nada disto faz sentido, mas o resultado é tão divertido e incrível que, sinceramente, não tem importância absolutamente nenhuma.


Melhor do que esta forma de deslocação são as armas insanas, incomuns e com um poder de fogo extraordinário. Já alguma vez viram uma arma que usa vinis eletrizantes como munição? Ou então uma arma que dispara ursos de peluche que explodem? Em Sunset Ovedrive estas armas, e outras igualmente peculiares, são realidade. Cada arma é uma caixinha de surpresas e, além disto, podem dar-lhes um toque pessoal ao equipar-lhes Amps, que alteram a munição da arma para causar efeitos adicionais que ajudam a despachar as hordas numerosas de inimigos que terão que enfrentar.


Também existem Amps para a personagem. Em simultâneo podem ter cinco Amps diferentes equipadas na vossa personagem que causam variações grandiosas nas habilidades. A variedade de Amps é elevada, por isso, apenas posso descrever algumas das que encontrei e utilizei. No meu caso, uma das Amps que tenho equipada faz com que trovões caiam sobre os inimigos enquanto deslizo pela cidade. Outra das Amps, dá origem a um pequeno tornado quando ataco os inimigos com o taco de baseball. A ativação das Amps de maior calibre está dependente do vosso estilo em quanto jogam, que está indicado numa barra no canto superior direito. Quanto mais pontos somarem e quanto maior for o multiplicador, maior será o vosso estilo. O ponto máximo é o quarto rank, que ativa em simultâneo todas as Amps da personagem, tornando-a extremamente poderosa.



Combinando estas variáveis que dão à jogabilidade imensas possibilidades dependendo de cada jogador, que pode adaptar o jogo à sua forma de jogar, Sunset Overdrive torna-se progressivamente mais lúdico e mais louco culminando em batalhas esplêndidas contra o bosses invulgares (que não vou descrever para não estragar a surpresa a ninguém). Sunset Overdrive é capaz de provocar uma multitude de sensações, todas elas positivas. É um jogo feito para agradar, e no final agradar consegue.


"Sunset Overdrive é um jogo facilmente recomendável para quem tem uma Xbox One."




Quando eventualmente ficarem cansados de vaguear pela Sunset City sozinhos, podem dirigir-se a uma das várias cabinas da cidade apropriadas para entrar em sessões cooperativas com oito jogadores. Neste modo poderão completar várias missões com pequenos objetivos ao lado dos vossos camaradas. Os objetivos podem ser derrotar um conjunto de inimigos ou uma competição para acumular mais pontos. Basicamente, este modo não é diferente do resto do jogo, sendo a diferença mais sonante a possibilidade de jogar acompanhado. Resta dizer que no modo multijogador, tudo o que ganharam a jogar sozinhos é transportado para aqui.

Se leram até aqui, devem estar a perguntar, será que não há nada de errado com Sunset Overdrive? Para ser honesto, não há realmente falhas relevantes a apontar, mas isto porque é um jogo que não arrisca e na sua estrutura é igual a outros mundos aberto, só a "capa" é diferente. E a Insomniac Games soube muito bem conjugar a "capa" com o resto do jogo. Visualmente é espetacular, sem dúvida um dos mundos mais bonitos da Xbox One e imediatamente apelativo, seduzindo quem o vê a mergulhar imediatamente em Sunset City. Mas, por detrás deste furor para os olhos, esconde-se um jogo simples que apenas repete o que já foi feito por outros.


Mas face à quantidade imensurável de diversão que oferece, Sunset Overdrive é um jogo facilmente recomendável para quem tem uma Xbox One. Oferece uma jogabilidade diversificada graças às opções de personalização, dá imenso gozo deslizar rapidamente pela cidade ao som de uma banda sonora Punk Rock eletrizante, e graficamente é irresistível. A estes três ingredientes a Insomniac Games juntou algum humor, muito insanidade e liberdade criativa sem limites. No final, da panela surge Sunset Overdrive. Não será o melhor jogo do ano, mas se houvesse um prémio para esta categoria, seria o mais carismático.


8 / 10



Postagens mais visitadas deste blog

Samsung Prepara Galaxy S 2 Branco?

  Numa altura em que os EUA desesperam para pôr as mãos em cima do Galaxy S 2 da Samsung - sim, o S2 que tanto sucesso tem tido em todos os mercados por onde passa  nem sequer lá chegou ainda (é para nos compensar por todos os equipamentos que por lá são lançados em estreia, deixando-nos para o fim da tableta) - surgem indicações que poderá estar prestes a surgir uma versão em branco . Versão que supostamente estará à venda a partir do dia 15 de Agosto no Reino Unido. A ser verdade, certamente será mais uma oportunidade para a Samsung apontar o dedo à Apple e mostrar-lhes que não demorou quase um ano para trazer para o mercado um iPhone 4 branco que tinha sido apresentado logo de início.   Direto de: Aberto até de Madrugada

Após fraude, UFU divulga novas datas do vestibular

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) confirmou nesta terça-feira (26), durante coletiva de imprensa, as datas para realização das novas provas do processo seletivo do segundo semestre (2012-2). A primeira fase ocorrerá nos dias 04 e 05 de agosto, com início previsto para as 13h30 e término às 17h30, nas cidades de Goiânia (GO), Ituiutaba (MG), Monte Carmelo (MG), Patos de Minas (MG), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG). A segunda etapa será nos dias 18 e 19 de agosto, nos campi da Universidade Federal de Uberlândia nas cidades de Ituiutaba (MG), Monte Carmelo (MG), Patos de Minas (MG) e Uberlândia (MG), com início previsto para as 13h30 e término às 18h30. A data foi anunciada pelo reitor Alfredo Júlio Fernandes Neto e pelo procurador geral da Instituição, José Humberto Nozella. “Ao aluno, será necessário apenas reconfirmar o local da prova. Pode ser que haja pequenas modificações, como trocas de salas”, disse o pró-reitor de Graduação da UFU, Waldenor Barros Moraes. Segundo el...