Pular para o conteúdo principal

Com nova regra, preço da gasolina deve subir ou cair sem dedo da política

Parece que o Brasil nada aprendeu com os erros do passado. Quem dita quanto o consumidor vai pagar pela gasolina é o ministro da Fazenda para "combater" a inflação. Pouco importa se o país desequilibra sua matriz energética ou se perde dinheiro ao vender derivados de petróleo nos postos. O Brasil não é autossuficiente em combustíveis e sim em petróleo, o que faz diferença.
Essa realidade pode mudar porque, finalmente, haverá um método claro de formação de preços de gasolina e diesel. Depois de muita briga interna, o governo anunciará, no final do mês, uma fórmula de reajuste que leva em conta o custo internacional, a taxa de câmbio e outras variáveis. Se for algo sério mesmo, derivados poderão subir ou descer de preço nominalmente. Em 2006, a gasolina custava R$ 2,42 (média nacional) e agora R$ 2,75 o litro. Diferença de apenas 14%, em sete anos, bem abaixo da inflação acumulada de 44%, ou seja, 21% mais barata em termos reais.


Embora essa nova estratégia venha para melhorar as finanças da Petrobrás, há outras repercussões, entre elas, a previsibilidade de formação de preço do etanol anidro (misturado à gasolina) ou hidratado (uso direto). A falta desse norte, desde 1989, foi tema de debates na XIII Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo.


Petrobrás e Ministério de Minas e Energia (MME) apresentaram algumas posições antagônicas. A empresa reconheceu que ter diminuído o teor de etanol de 25% para 20% (decisão de governo) foi um mau negócio porque precisou importar gasolina a preços mais altos. Com menos etanol, seu custo de produção interno também subiu porque mudou processos para compensar a perda do maior poder antidetonante do combustível vegetal. Isso a preocupa porque as novas refinarias (todas atrasadas, diga-se de passagem, e a valores exorbitantes) não produzirão gasolina. O enfoque será no diesel, cujo consumo continuará a crescer muito.


Já o ministério resolveu passar um pito, ao vivo, no setor de combustíveis vegetais. Entende que o etanol não é competitivo, considerando a diferença de conteúdo energético. Visão simplista da questão, pois desconsidera custo de oportunidade ao importar gasolina e emissões de hidrocarbonetos policíclicos, aromáticos e CO2. Também esqueceu do poder antidetonante e do calor latente de vaporização do etanol, duas características vitais para a era dos motores com turbocompressor que serão hegemônicos, em pouco tempo, por razões econômicas e ambientais.
Outra distorção aparece na política tributária. Estados não produtores de etanol preferem que se consuma gasolina, cuja taxação feita no destino (etanol, na origem) lhes é mais favorável. Etanol celulósico, a partir de resíduos agrícolas e da própria cana, ainda patina, pois faltam recursos e apoio do governo.


De qualquer forma, a nova precificação dos derivados de petróleo estará no rumo certo, se for transparente e técnica, sem ranços políticos ou demagógicos. Fabricantes também deverão fazer sua parte e trabalhar para tornar mais acessíveis os motores turboflex, como a BMW acaba de demonstrar com 320i ActiveFlex. Na Europa, motores aspirados estão em declínio -- tendência que aqui só acontece com carros caros.

Postagens mais visitadas deste blog

Samsung Prepara Galaxy S 2 Branco?

  Numa altura em que os EUA desesperam para pôr as mãos em cima do Galaxy S 2 da Samsung - sim, o S2 que tanto sucesso tem tido em todos os mercados por onde passa  nem sequer lá chegou ainda (é para nos compensar por todos os equipamentos que por lá são lançados em estreia, deixando-nos para o fim da tableta) - surgem indicações que poderá estar prestes a surgir uma versão em branco . Versão que supostamente estará à venda a partir do dia 15 de Agosto no Reino Unido. A ser verdade, certamente será mais uma oportunidade para a Samsung apontar o dedo à Apple e mostrar-lhes que não demorou quase um ano para trazer para o mercado um iPhone 4 branco que tinha sido apresentado logo de início.   Direto de: Aberto até de Madrugada

Após fraude, UFU divulga novas datas do vestibular

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) confirmou nesta terça-feira (26), durante coletiva de imprensa, as datas para realização das novas provas do processo seletivo do segundo semestre (2012-2). A primeira fase ocorrerá nos dias 04 e 05 de agosto, com início previsto para as 13h30 e término às 17h30, nas cidades de Goiânia (GO), Ituiutaba (MG), Monte Carmelo (MG), Patos de Minas (MG), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG). A segunda etapa será nos dias 18 e 19 de agosto, nos campi da Universidade Federal de Uberlândia nas cidades de Ituiutaba (MG), Monte Carmelo (MG), Patos de Minas (MG) e Uberlândia (MG), com início previsto para as 13h30 e término às 18h30. A data foi anunciada pelo reitor Alfredo Júlio Fernandes Neto e pelo procurador geral da Instituição, José Humberto Nozella. “Ao aluno, será necessário apenas reconfirmar o local da prova. Pode ser que haja pequenas modificações, como trocas de salas”, disse o pró-reitor de Graduação da UFU, Waldenor Barros Moraes. Segundo el...