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Batman Arkham City: Armored Edition - Antevisão

A chegada da Nintendo à alta definição através da Wii U não impede a companhia de proclamar este avanço como uma oportunidade para as "third parties" apostarem em mais conteúdos para a sua próxima consola doméstica. É certo que a grande viragem que a Nintendo pretende encetar em novo processo de transformação assenta sobretudo no envolvimento a partir do comando. A alteração ao nível da jogabilidade através de uma expansão assimétrica funciona como apelo à criatividade dos fabricantes de jogos e suplanta, na ótica da Nintendo, a dimensão visual em termos de processamento gráfico, que tem sido o fator de maior preponderância na entrada para uma nova geração.

Contudo o visual sempre é tido em conta por muitos adeptos da indústria e a Nintendo não quer deixar fugir o comboio da alta definição, mesmo se o atual modelo de consolas começa a ficar gasto. Mas enquanto que essa transformação ainda não está marcada para breve, a gigante de Quioto já anunciou algumas franquias importantes. A chegada de Mass Effect 3 e Batman: Arkham City são conquistas imediatas e já anunciadas que não podem ser menosprezadas. Apesar de se tratar dos mesmos jogos lançados há meses, as variantes impostas por via do GamePad prometem modificar muito daquilo que conhecemos.




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É uma linha ténue que se abre à discussão. Quem já comprou uma cópia de um Mass Effect 3 ou Batman Arkham City, estará disposto a comprar o mesmo jogo apesar do aliciante prometido para o modelo interativo? A resposta não está fechada. Independentemente disso, o que faz sentido para a Nintendo nesta fase passa por mostrar até onde pode ir o GamePad e se estes primeiros jogos apenas podem servir de exemplo enquanto inte

nção, não é menos realista chegar à conclusão que a Nintendo quer abrir a porta da exclusividade. Aliás a Nintendo continua a ser para si a melhor "third party" ou pelo menos a que transporta essa definição. Mas estarão outros produtores dispostos a arriscar e investir tanto numa plataforma?

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Se há dúvidas que queremos tirar diante da incerteza associada ao futuro de uma plataforma como a Wii U, uma que desapareceu neste contacto prende-se com a natureza das funcionalidades. Batman Arkham City - Armored Edition é um começo que faz sentido. Um jogo oriundo da classe dos jogos hardcore. Um jogo que corre em alta definição e sem perdas objetivas para as outras versões. Conta depois com funções e processos interativos no plano da seleção de gadgets do nosso protagonista a partir de um comando que muda muito daquilo que fazemos nos jogos normais.

Alguns dirão que aquilo que fazemos no ecrã táctil não é mais do que um prolongamento das funções já assimiladas. A agilização de procedimentos com seleções rápidas e imediatas nas outras versões é alvo de uma transformação completa em Armored Edition. Aqui não necessitamos de pausar o jogo. Leva algum tempo até acomodarmos as opções ao dispor do nosso homem morcego. Batman Arkham City compreende funções complexas, claramente apontadas à audiência "hardcore". E Armored Edition não quer ser nenhuma exceção. Se há intenção clara da Warner neste versão, ela passa por tornar mais realista e suave as opções e armas à disposição do herói.


"Usar o GamePad com um toque pode resolver tudo numa fração de segundos."


Os analógicos e gatilhos embutidos no GamePad justificam a experiência como a conhecemos. Sem dificuldades, reconhecemos logo os movimentos básicos do herói que veste negro. O GamePad é mais leve do que podem pensar e encaixa perfeitamente nas mãos. A sensação que recebem depois de se acostumarem à surpresa é que têm ali uma portátil que vos dá opções e garantias.

E entre elas está tudo o que existe na versão normal, com uma especialidade. O toque pode resolver tudo numa fração de segundos. E está lá aquilo que é relevante. O Batcomputer funciona como uma extensão material do nosso herói. É daqueles casos em que nos sentimos a ser filmados enquanto jogámos, que estamos no topo de um arranha céus enquanto ativamos - como as histórias de ficção científica deixavam antever o futuro - alguma particularidade do fato do homem morcego. Entre objetivos da missão, perspetiva homem morcego, armas, scans a vestígios de sangue, melhoramentos no equipamento, gel explosivo, entre outros, tudo isso passa a estar à distancia de uns toques enquanto a ação continua.

No ecrã táctil do comando podemos acompanhar o que vemos no ecrã. A demonstração é demasiado breve para deslindar o potencial desta variante exclusiva de Arkham City. Ainda em fase beta vemos algumas quebras no grafismo importunarem a fluidez gráfica. Preferia ver o jogo na sua fase mais avançada, o código dourado que a Warner promete entregar. Mas enquanto não podemos lá chegar é-nos oferecido um bom campo de visão para a versão final. Por vezes ainda ocorre alguma desorientação no meio de tantos processos de seleção. São demasiados botões e funções a reconhecer em pouco tempo, mas nada que seja impeditivo de ir selecionando as ferramentas certas para dar conta dos objetivos.














"Este jogo vem provar que é possível combinar uma experiência hardcore com novos elementos oriundos de mais uma transformação na jogabilidade."


O confronto humano, ou combate melee contra as outras personagens tem nesta versão uma particularidade. Batman recolhe através de um medidor um poder que lhe garante uma vantagem e que pode ser usado a qualquer altura assim que estiver carregado. A opção ativa-se no ecrã táctil. O bom é que podemos fazer isto mesmo quando aplicamos golpes e fazemos "reversals" aos adversários em "timmings" concretos.

Descodificar códigos inscritos em computadores que dão acesso a outras salas conta com novidades. Ao escolherem o material correto devem depois procurar no ecrã táctil pelas zonas com frequência, evitando uma espécie de lasers que passam sobre a superfície e que vos impedem de descobrir logo a solução. Descoberta a senha, o mapa no vosso ecrã táctil do GamePad revela uma nova área. Comandar o Batarang implica que tenham de efetuar manobras com o GamePad, o que sempre acrescenta mais algum envolvimento. De um modo geral, toda a estrutura ligada ao Batcomputer conta com desenvolvimentos em termos de adaptação ao GamePad.

A demonstração é curta e acaba quando começamos a agarrar o jogo. Em termos visuais e sonoros o jogo revela-se tal e qual como o conheceram. Desde a atmosfera única à intensidade das batalhas e possibilidade de exploração através de caminhos paralelos, este Batman: Arkham City Armored Edition posiciona-se como um interessante e apelativo ponto de partida para as editoras pensarem no que podem fazer. É definitivamente para esquecer aquela ideia de que o ecrã montado no GamePad serviria para mapas ou transporte de poções mágicas. Este jogo vem provar que é possível combinar uma experiência hardcore com novos elementos oriundos de mais uma transformação na jogabilidade. E se nos lembrarmos que a Warner promete uma Armored Edition que reúne todos os DLC lançados para as outras versões, eis-nos perante uma edição que terá bastante para contar.

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