Já tínhamos visto a Microsoft saltar o Windows 9 devido ao receio de incompatibilidade com programas feitos os velhinhos Windows 95 e 98; mas agora parece que a MS perdeu o medo e vai aproveitar o Windows 10 para colocar - finalmente - ordem na numeração das versões.
Quem instalar o recente Windows 10 (ainda em fase de testes) poderá achar estranho que nas informações do sistema o mesmo apareça como sendo a versão 6.4 do Windows. É uma numeração cujas origens remontam aos tempos da junção do Windows NT com os Windows baseados em MS-DOS, e que faz com que atualmente o Windows 7 tenha a versão "NT" 6.1, e o Windows 8.1 seja a 6.3. Mas parece que a Microsoft quer repor a ordem com o Windows 10, e a versão surgirá mesmo como 10.
Não será fácil tentar manter uma compatibilidade entre sistemas que se vão prolongando por quase duas décadas, e chega-se a um momento em que se tem que se dizer que já basta. No Windows isso terá sido dado com o Windows 8.1, que passa a indicar ser a versão 6.2 do Windows para todo e qualquer programa "antigo" - excepto programas modernos que dêem uso a novas funções e consigam reconhecer realmente a versão correta do sistema. Ou seja, qualquer programa que não tenha sido especialmente concebido para funcionar num Windows 8 ou mais recentes, ficará para sempre "preso" na versão Windows 8, independentemente de estar a funcionar num Windows 10 ou posterior.
Curioso os problemas que a longevidade e antiguidade vão fazendo surgir no mundo digital. Ainda parece que foi ontem que o mundo estava em pânico devido ao "bug do ano 2000"... :)
Limitando-se a confirmar o óbvio, a proliferação de múltiplas plataformas de streaming com conteúdos exclusivos tem apenas servido para fomentar o regresso à pirataria. Depois das plataformas de streaming terem ajudado a reduzir a pirataria, assistimos agora a efeito contrário devido ao aparecimento de um número cada vez maior de plataformas, onde cada uma luta por manter o controlo sobre conteúdos exclusivos como forma de se diferenciar das demais. O problema é que, se a maioria das pessoas até estará disposta a pagar por um serviço de streaming (ou até dois ou três), inevitavelmente se chega a um ponto em que se dirá "basta". É precisamente essa a conclusão de um estudo sobre as plataformas de streaming e a pirataria . A grande maioria dos consumidores considera já estar a pagar demasiado pelos serviços de streaming, e mais de metade diz não estar disposto a pagar por qualquer outro serviço adicional. Talvez mais esclarecedor ainda, é que metade dos inquirido...