A seleção brasileira não deve ter dificuldades para passar da fase de grupos da Copa América, já que pegará como único adversário realmente complicado a Colômbia, que eliminou nas quartas de final da Copa do Mundo, além de enfrentar Peru e Venezuela.
O sorteio, realizado nesta segunda-feira no balneário de Viña Del Mar, também prevê um clássico entre Argentina e Uruguai logo na fase de grupos, pela chave B, que conta ainda com o atual vice-campeão, Paraguai, e a modesta Jamaica.
Já o anfitrião Chile caiu em um grupo equilibrado, o A, no qual enfrentará México, Equador e Bolívia.
A partida de abertura, entre Chile e Equador, está marcada para o dia 11 de junho, no estádio Nacional de Santiago.
O Brasil começará sua campanha no dia 14 de junho, em Temuco, contra o Peru, e viajará em seguida a Santiago para o duelo com a Colômbia, no dia 17, no estádio Monumental.
Os comandados de Dunga encerram a participação na primeira fase contra a Venezuela, no dia 21, novamente na capital chilena.
Os dois primeiros de cada grupo se classificam para as quartas de final, assim como os dois melhores terceiros.
Se avançar em primeiro lugar da sua chave, o Brasil enfrentará nas quartas de final o segundo colocado do grupo B, que tem grandes chances de ser Uruguai ou Argentina.
Primeiro teste da nova era Dunga A 44ª edição da Copa América, disputada entre os dias 11 de junho e 4 de julho, será a primeira competição oficial da seleção brasileira desde o fracasso da Copa do Mundo, marcado pela humilhante goleada por 7 a 1 da Alemanha na semifinal.
Desde então, a seleção teve 100% de aproveitamento nos seis primeiros amistosos da nova era Dunga, marcou 14 gols e sofreu apenas um, na última quarta-feira, quando superou a Áustria por 2 a 1, em Viena.
O único adversário da fase de grupos que deve realmente dar trabalho é um 'velho conhecido', a Colômbia, que o Brasil enfrentou (e venceu) duas vezes nos últimos meses.
A primeira foi nas quartas de final da Copa do Mundo, quando venceu por 2 a 1 em duelo marcado pela lesão de Neymar, que perdeu a reta final da competição ao ser atingido por uma joelhada de Zuñiga, no dia 4 de julho, no Castelão.
O camisa 10 se recuperou a tempo para disputar o primeiro amistoso pós-Copa, no dia 5 de setembro, em Miami, justamente contra os colombianos. O craque deu um abraço em Zuñiga antes do pontapé inicial e decidiu a partida com uma linda cobrança de falta (vitória por 1 a 0). Foi o primeiro de sete gols marcados sob o comando de Dunga.
"Enfrentar o Brasil em qualquer situação é difícil. Na fase de grupos, no mata-mata, em qualquer situação", reconheceu o técnico da seleção 'Cafetera', o argentino José Pekerman.
Peru e Venezuela, zebras de 2011
Os outros dois adversários que o Brasil enfrentará na fase de grupos não conseguiram se classificar para o Mundial, mas já mostraram que são capazes de brilhar na Copa América.
Na última edição, em 2011, Peru e Venezuela surpreenderam e se classificaram para as semifinais, com um desempenho portanto melhor que a seleção brasileira, então comandada por Mano Menezes, que caiu nas quartas ao ser eliminada nos pênaltis pelo Paraguai.
O Peru terminou em sétimo nas eliminatórias sul-americanas para a última Copa e a Venezuela, que ficou por muito tempo na zona de classificação, acabou batendo na trave ao ser ultrapassada na reta final pelo Uruguai, terminando em sexto.
Mesmo com o apoio da torcida, o Chile não deve ter vida fácil diante do México, que como a 'Roja' chegou às oitavas de final da Copa do Mundo, e do Equador, que também disputou a competição, mas foi eliminado na primeira fase.
Já a Argentina de Lionel Messi disputará no dia 16 de junho, em La Serena, a partida mais aguardada desta fase de grupos, contra o atual campeão, Uruguai, que não poderá contar com o atacante Luis Suárez, suspenso por conta da mordida no italiano Chiellini.
Vice-campeão da última edição, o Paraguai costuma crescer na Copa América, mas teve uma campanha desastrosa nas eliminatórias do Mundial, ficando na lanterna. Para Jamaica, convidada especial desta edição, sair da competição sem sofrer três derrotas já seria considerado um bom desempenho.