A presidente Dilma Rousseff afirmou em seu discurso nas Nações Unidas nesta quarta-feira que é "indispensável e urgente" retomar o dinamismo da economia global. A dirigente também mostrou preocupação com a propagação do Ebola e ainda criticou o acirramento de conflitos armados, sobretudo no Oriente Médio. "A cada intervenção militar não caminhamos para a paz, mas assistimos ao acirramento destes conflitos."
Dilma destacou que a economia global deve funcionar como "instrumento de indução do investimento, do comércio internacional e da desigualdade entre os países". Ela destacou que ainda persistem, em todas as partes do mundo, consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente o crescimento econômico de diversos países.
Ao falar do comércio, Dilma pediu a conclusão da rodada Doha de negociações internacionais. A dirigente também ressaltou a importância de países em desenvolvimento terem mais poder de voz em organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. "O risco que estas instituições correm é perder a legitimidade e eficiência", disse a presidente ao fazer o discurso de abertura da 69ª Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, pedindo mais poder de votos nestas instituições para países como o Brasil.
Dilma afirmou que "a atual geração de líderes internacionais" tem sido chamada a enfrentar importantes desafios. "Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças", disse. "O uso da força é incapaz de eliminar a causa profunda dos conflitos", declarou Dilma, citando a persistência da situação tensa na Palestina, o "massacre sistemático do povo sírio", os embates na Ucrânia, no Iraque e os conflitos no Sahel. "Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários", afirmou. "Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios", disse Dilma, ressaltando logo em seguida e os dirigentes globais não podem ficar indiferentes ao problema do Ebola. Dilma afirmou que o Brasil apoia a iniciativa da ONU de ter uma missão emergencial para combater a doença.
Diante da proliferação de conflitos pelo mundo, Dilma ressaltou que o conselho de segurança da ONU tem encontrado dificuldade em promover a "solução pacífica" das crises e falou da necessidade de uma reforma na instituição, que se "arrasta por anos". Os 70 anos que a ONU completa em 2015, disse Dilma, é o momento ideal para que se avance na reforma do conselho. "Um conselho mais representativo e mais legítimo poderá também ser mais eficaz", disse Dilma.
Ainda sobre a situação no Oriente Médio, Dilma disse que o Brasil não pode ficar indiferente e condena o uso desproporcional da força na faixa de Gaza, que provocou vítimas na população civil, sobretudo em mulheres e crianças. "Este conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo", afirmou a presidente, ressaltando a necessidade de ter dois Estados, Palestina e Israel, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e convivendo em harmonia. Ao terminar de falar de questões externas, Dilma destacou que a América Latina tem buscado resolver um de seus principais problemas, a desigualdade social.
Internet
Dilma ressaltou na parte final de seu discurso para a necessidade de se proteger os direitos humanos, no mundo real e virtual. "O Brasil e a Alemanha provocaram essa importante discussão em 2013 e queremos aprofundá-la nesta sessão. Ela falou da criação do marco civil da internet no Brasil e afirmou notar que a comunidade internacional tem se mobilizado para aprimorar a governança na internet. "O ano de 2015 desponta como um verdadeiro ponto de inflexão", disse Dilma ao finalizar seu discurso.
Limitando-se a confirmar o óbvio, a proliferação de múltiplas plataformas de streaming com conteúdos exclusivos tem apenas servido para fomentar o regresso à pirataria. Depois das plataformas de streaming terem ajudado a reduzir a pirataria, assistimos agora a efeito contrário devido ao aparecimento de um número cada vez maior de plataformas, onde cada uma luta por manter o controlo sobre conteúdos exclusivos como forma de se diferenciar das demais. O problema é que, se a maioria das pessoas até estará disposta a pagar por um serviço de streaming (ou até dois ou três), inevitavelmente se chega a um ponto em que se dirá "basta". É precisamente essa a conclusão de um estudo sobre as plataformas de streaming e a pirataria . A grande maioria dos consumidores considera já estar a pagar demasiado pelos serviços de streaming, e mais de metade diz não estar disposto a pagar por qualquer outro serviço adicional. Talvez mais esclarecedor ainda, é que metade dos inquirido...