O pequeno Pebble, smartwatch com ecrã e-Ink que se tornou possível graças ao Kickstarter, já vendeu mais de 400 mil unidades. É um caso de sucesso que serviu para demonstrar que há realmente interesse neste tipo de produtos.
Mesmo perante estes números não posso deixar de ficar com uma certa sensação de déjà-vu, idêntica à que se verificou com o início da plataforma Android. Inicialmente tínhamos apenas poucos modelos, que surgiam a conta gotas e que nem sempre eram fáceis de encontrar... e depois veio o dilúvio com centenas e mais centenas de modelos para todos os gostos e feitios (e preços).
Com os smartwatches penso que se assistirá ao mesmo fenómeno, com os actuais modelos em breve a serem encarados como antepassados pré-históricos dos que irão surgir ao longo dos próximos meses, e onde as maiores vítimas serão provavelmente os fitness trackers, que terão um tempo de vida extremamente curto, substituídos pelos mais capazes smartwatches que integram essas e muitas mais funções.
Vamos lá ver que tal o Android Wear se comporta, no aspecto de vir trazer alguma uniformidade e universalidade a este segmento, que por agora é dominado por dezenas de dispositivos incompatíveis entre si, e que nem sempre oferecem uma experiência de utilização tão agradável quanto seria desejada.
Limitando-se a confirmar o óbvio, a proliferação de múltiplas plataformas de streaming com conteúdos exclusivos tem apenas servido para fomentar o regresso à pirataria. Depois das plataformas de streaming terem ajudado a reduzir a pirataria, assistimos agora a efeito contrário devido ao aparecimento de um número cada vez maior de plataformas, onde cada uma luta por manter o controlo sobre conteúdos exclusivos como forma de se diferenciar das demais. O problema é que, se a maioria das pessoas até estará disposta a pagar por um serviço de streaming (ou até dois ou três), inevitavelmente se chega a um ponto em que se dirá "basta". É precisamente essa a conclusão de um estudo sobre as plataformas de streaming e a pirataria . A grande maioria dos consumidores considera já estar a pagar demasiado pelos serviços de streaming, e mais de metade diz não estar disposto a pagar por qualquer outro serviço adicional. Talvez mais esclarecedor ainda, é que metade dos inquirido...