A crescente praga de malware que permite aos atacantes espiar os donos dos computadores faz com que seja preciso ter cada vez maior cuidado. Um dos sinais de que isso poderia acontecer era a luz da webcam indicar que o seu computador está com a câmara activada... mas agora investigadores demonstram que é possível activar a câmara nos MacBooks anteriores a 2008 sem que o LED se acenda.
São muitas as histórias de pessoas que descobrem que os seus computadores estão a gravar vídeos e a tirar fotos daquilo que fazem na intimidade do seu lar, que depois são usados para fazer chantagem e extorquir dinheiro (ou simplesmente publicados na web para humilhação pública). Mas o LED de estado da webcam era considerado um sinal indiscutível de que a câmara estaria ou não em actividade.
Poderia imaginar-se que isto seria simples e "impossível" de crackar (bastava ter o LED ligado directamente à alimentação da webcam, de modo a que: se estiver ligada, acende o LED). Só que a complexidade dos sistemas actuais faz com que o LED esteja a ser controlado pelo pequeno microcontrolador que controla a câmara. Por norma, esse microcontrolador encarrega-se de acender o LED sempre que a câmara estiver em actividade - e em situações normais, seria impossível modificar esse comportamento. Só que alguns investigadores demonstraram ser possível reprogramar esse chip e fazer com que a câmara possa ser activada sem que seja dada qualquer indicação visual ao utilizador.
A grande questão é... se isto é possível fazer-se nos MacBooks até 2008... poderá também ser possível para muitos outros modelos, sendo apenas uma questão de saber se "compensa o trabalho" aos atacantes estar a explorar as especificidades de cada modelo e cada microcontrolador usado para as suas webcams.
... Por via das dúvidas, a solução mais segura é também a mais "low-tech" que existe: colocarem fita-cola ou qualquer outra coisa a tapar a câmara sempre que não a estiverem a usar. Simples, prático e eficaz!
Limitando-se a confirmar o óbvio, a proliferação de múltiplas plataformas de streaming com conteúdos exclusivos tem apenas servido para fomentar o regresso à pirataria. Depois das plataformas de streaming terem ajudado a reduzir a pirataria, assistimos agora a efeito contrário devido ao aparecimento de um número cada vez maior de plataformas, onde cada uma luta por manter o controlo sobre conteúdos exclusivos como forma de se diferenciar das demais. O problema é que, se a maioria das pessoas até estará disposta a pagar por um serviço de streaming (ou até dois ou três), inevitavelmente se chega a um ponto em que se dirá "basta". É precisamente essa a conclusão de um estudo sobre as plataformas de streaming e a pirataria . A grande maioria dos consumidores considera já estar a pagar demasiado pelos serviços de streaming, e mais de metade diz não estar disposto a pagar por qualquer outro serviço adicional. Talvez mais esclarecedor ainda, é que metade dos inquirido...