A Samsung apresentou oficialmente ontem, em São Paulo, duas novas apostas para o mercado brasileiro de smartphones: o Galaxy SIII Mini (versão mais simples do Galaxy SIII) e o Galaxy Gran Duos, que tem dois chips e tela de 5 polegadas - só menor que o "phablet" (mistura de smartphone e tablet) Galaxy Note. Os lançamentos reforçam a estratégia da empresa sul-coreana de investir em aparelhos para mercados emergentes.
Apesar de pegar emprestado o nome e a fama do maior concorrente do iPhone 5, o Galaxy SIII Mini é diferente do topo de linha da Samsung. Além de tela menor, ele não é tão veloz quanto seu "primo" e tem uma câmera menos potente. O design, no entanto, é parecido e o preço, R$ 800 mais baixo (são R$ 1.199, contra R$ 1.999).
O Gran Duos é uma evolução dos celulares de dois chips, que hoje detêm cerca de 30% do mercado brasileiro. "Ele foi pensado exclusivamente para mercados emergentes", diz Paula Costa, diretora de marketing da área de telecomunicações da Samsung no Brasil. O aparelho, assim como o Mini, é mais simples do que os dispositivos de topo da marca, mas tem características vistas apenas nos sofisticados. Uma delas é a função de detectar o movimento dos olhos do usuário para não deixar o aparelho entrar em modo de espera.
A expectativa da Samsung, segundo Paula, é obter com o Gran Duos o mesmo desempenho do Galaxy SIII no País. A companhia não revela números por região, mas diz que o SIII atingiu a marca de 40 milhões de unidades vendidas no mundo seis meses após o lançamento.
A Samsung vive hoje no Brasil sua melhor fase. Em 2008, não estava nem entre as quatro primeiras fabricantes de smartphone do País, segundo levantamento da consultoria Frost & Sullivan. No último estudo, de 2011, a companhia ficou em terceiro lugar, abaixo de Nokia e RIM. Mas, como a participação dessas companhias diminuiu em 2012, a estimativa é de que a sul-coreana esteja próxima da liderança.
"É uma das poucas empresas globais que deixam bem claro que o Brasil é importante", diz Fernando Belfort, analista de mercado da Frost & Sullivan. Entre as razões para o crescimento da empresa no País estão, para ele, estratégias que marcas como a Apple não seguem: investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento e lançamentos só para emergentes.
Outra explicação está na variedade de modelos, que permite a concorrência com todas as fabricantes - dos celulares de R$ 300 da Nokia aos de R$ 2 mil da Apple. A Samsung lança 20 modelos por trimestre, enquanto a Apple lança um por ano. O Brasil está entre as sete operações mais importantes no mundo em faturamento para a Samsung.
Outra novidade apresentada ontem foi a Galaxy Camera, câmera fotográfica que é quase um smartphone, mas não faz ligações. Tem resolução de 16 MP e zoom de 21 vezes.