O plano de capitalização do banco liderado por Jorge Tomé prevê o pagamento de uma taxa de juro de 9,5% no primeiro ano, 9,75% no segundo, 10% no terceiro, 10,5% no quarto e 11% no quinto e último ano.
Este é o intervalo de juros mais elevado entre os bancos que recorreram à ajuda estatal. BCP e BPI, que em conjunto, receberam 4.500 milhões do Estado irão pagar uma taxa de juro que varia entre 8,5% (no primeiro ano) e 10% (no quinto ano).
O plano de capitalização do Banif, conhecido no início de Janeiro e já aprovado em Assembleia-Geral do banco, prevê que o Estado recupere os fundos investidos no Banif até final de 2017 e obtenha um ganho que pode chegar a 333 milhões de euros.
Enquanto durar o apoio público, o Tesouro terá direito a nomear um administrador não executivo e um membro do conselho fiscal. O Banif comprometeu-se ainda, junto do ministro das Finanças, a contribuir para "o financiamento da economia, incluindo das famílias e das PME", e a aplicar 10 milhões por ano num fundo para capitalizar empresas, entre outros pontos. Até ao final de Junho, a Rentipar Financeira está limitada no levantamento de depósitos (até um valor máximo de 500 mil euros), enquanto a seguradora do grupo e a Auto-Industrial não poderão liquidar os seus depósitos até à mesma data.
O apoio público à capitalização do Banif prevê que o Estado seja praticamente dono do banco por um período máximo de seis meses. Até à concretização da injecção de capital por privados, que terá de ocorrer no primeiro semestre do ano, o Tesouro vai controlar 99,2% da instituição. Com aquela operação, os accionistas recuperam a maioria dos direitos de voto, mas o Estado continuará com a maioria do capital, equilíbrio de forças que deverá manter-se nos próximos cinco anos.