A nova portátil da Sony está quase a chegar à Europa e estamos todos muito ansiosos para tê-la nas mãos (ok, nós já a temos). É a portátil de segunda geração que a Sony criou dedicada principalmente aos videojogos e quando a Sony a considera como uma PlayStation 3 portátil, então é porque algo de bom está a caminho. Se leram o artigo anterior dedicado à ressaca nipónica, sabem que permanecemos altamente otimistas quanto ao potencial da portátil e rejeitamos quaisquer cenários que condenam a Vita até os mesmos serem concretizados na Europa. Isto porque aqui por estes lados reina uma imensa curiosidade e entusiasmo para ver do que esta é capaz (os primeiros jogos deixam excelentes indicações para o futuro) e pelo meio da euforia começamos a perguntar a nós próprios, porque estamos nós tão entusiasmados com a chegada da PlayStation Vita? Ao pensar nas respostas ficámos com a ideia que os nossos leitores também pensam o mesmo e que talvez os pudéssemos ajudar a responder dando razões para comprarem uma PlayStation Vita.
Numa altura em que cada vez mais os smartphones colocam em causa a existência de plataformas dedicadas primeiramente aos videojogos, a PlayStation Vita vem para nos mostrar como o futuro precisa dela, pelo menos é o que acreditamos. Mas se alguns preferem quase entrar em modo filosófico e debater validades existenciais, outros preferem simplesmente ficar-se pelo que realmente está no cerne de uma portátil dedicada a videojogos, o fator diversão. Será que este aparelho que vou comprar me vai oferecer diversão? Será que o valor que vou pagar vai ser recompensado? Será que preciso deste novo aparelho e que novidades tem para me oferecer que eu não possa ter já? São algumas das perguntas que certamente estão na mente de muitos consumidores e que pretendemos ajudar a resolver ao dar as nossas próprias respostas.
Assim sendo ficam aqui algumas das razões e alguns dos melhores argumentos que consideramos melhor servir a PlayStation Vita para convencer qualquer consumidor que precisa dela. Independente de tudo, este é um novo grande momento que estamos prestes a testemunhar na indústria dos videojogos e os próximos meses podem ajudar a delinear os próximos anos, e quem sabe até a face da próxima geração de sistemas de entretenimento em termos de videojogos.
Este é o argumento, ou a questão se assim preferirem, que queremos desde já abordar. Independente da perspetiva que se possa ter sobre os 249,99 euros (modelo Wifi) ou sobre os 299,99 euros (modelo 3G+Wifi) a PlayStation Vita chega a um preço espantoso. Se recuarmos um pouco no tempo, na apresentação na E3 2011 da PlayStation Vita, do seu nome e preço, o valor final surpreendeu a muitos, pois o marco de 300 euros a consola base era a mais apontada. Mas também é certo que tinha mais espanto e encanto em junho de 2011 do que em fevereiro de 2012, mas para o que a PlayStation Vita oferece desde o momento em que sai da caixa, o preço de venda não deixa de surpreender. Estamos num mercado com barreiras psicológicas bem vincadas em termos de preços, mas a PlayStation Vita continua a seguir a filosofia da PSP na qual a Sony oferece um aparelho "Premium" que se associa a uma forma de estar na vida e é mais do que uma consola de jogos, é um centro multimédia completamente adaptado para a atualidade.
Quem comprar uma PlayStation Vita fá-lo-á principalmente pelos videojogos, mas vai ao mesmo tempo estar a ganhar um completo leque de possibilidades para o seu entretenimento. Desde ouvir música, aceder à internet, estar em contacto permanente com amigos e aceder às mais famosas redes sociais, a PlayStation Vita é um centro multimédia que podem usar em qualquer lado a qualquer momento e facilmente o que é caro se torna barato. Por isso, julgo que o preço não é mais nem menos do que o esperado e aceitável, mesmo em tempos de crise que se vive a nível mundial.
Já no Brasil, o preço está previsto para R$ 1.599,00. Um valor que pode afastar muitos da compra, confira o infográfico do site Tecmundo sobre o preço do Playstation Vita.
O artigo ainda agora começou e já por várias vezes o escrevi, a PlayStation Vita é principalmente uma portátil dedicada aos videojogos. Debaixo do fogo dos smartphones, existe algo no qual a Vita simplesmente não tem rival atualmente, nos jogos e nas capacidades que oferece às editoras e aos estúdios. Qualquer um com um mínimo interesse pela Vita já viu a qualidade dos jogos que estão a chegar, e dos que já chegaram claro, e quando existem alguns que usam como termo comparativo os melhores produtos existentes na PlayStation 3, então é realmente um bom sinal.
Jogos portáteis com uma profundidade e diversidade comparável às que temos na sala de estar é algo que impressiona e quando temos séries como Uncharted, WipEout, Final Fantasy, Mortal Kombat, Street Fighter, e Metal Gear Solid, entre outros, não podemos deixar de ficar entusiasmados com o futuro. Por outro lado, podemos começar já a pensar como seria um Gran Turismo na Vita, um novo Jak & Daxter, ou um novo inFamous Vita, por exemplo, para imaginar quão risonho pode ser o futuro da nova portátil Sony.
Sem esquecer que existem estúdios já a pensar em novas propriedades intelectuais feitas especificamente a pensar nas características da portátil. O alinhamento inicial, que já abordámos num artigo anterior, é já por si só uma das razões de compra. A Sony compreendeu muito bem que precisava de um killer app, e ter um Uncharted no alinhamento inicial do lançamento de uma consola, é uma aposta ganha, quer para as vendas quer para os jogadores. Uncharted é sinónimo de qualidade, e certamente que quer os fãs, ou novos jogadores, não irão ficar dececionados.
Para dar vida a todas estas experiências de topo, debaixo da superfície a PlayStation Vita está munida de uma tecnologia impressionante. Um processador quad-core ARM Cortex-A9 MPCore e uma gráfica SGX543MP4 + são dois dos exemplos que podemos dar para realçar o poderio que se vai encontrar entre as vossas mãos. Para além das várias ferramentas multimédia que vai permitir obter, o poderio da Vita vai permitir ter uma qualidade impressionante nos videojogos, principalmente na sua componente gráfica. Sentimos sem dificuldade estar realmente a dar um passo em frente para aceder a um leque de produtos que não podemos ter em mais nenhum lado, para os jogar em todo o lado.
Pelo meio vamos ter ferramentas que já são consideradas obrigatórias num aparelho de entretenimento portátil atual mas que até ao momento não foram propriamente vistas num só, mas como já dissemos, é nos videojogos que a Vita mais parece impressionar e estamos mesmo certos que o poder da Vita deve ser admirado, basta ver o que está a caminho, e o que já vimos a chegar.
Poderão ler em detalhe sobre as capacidades tecnológicas da nova portátil da Sony na nossa Análise da PlayStation Vita, onde abordamos questões como qualidade do ecrã, processamento gráfico e muitos mais detalhes.
É sem dúvida alguma uma das funcionalidades mais espantosas da PlayStation Vita. O Cross-Platform Play vai permitir que os jogadores partilhem saves entre os jogos PlayStation 3 e Vita, podendo assim os jogadores continuarem as suas partidas da forma que bem entenderem. Imaginem que estão a gerir a vossa equipa de FIFA na paragem do autocarro, guardam os dados na PSN e depois chegam a casa para começar logo a jogar. Podem também jogar um qualquer jogo em qualquer lado e ao chegar a casa passar o save para a PlayStation 3 e aí continuar a partida, ou vice-versa, fazendo com que a experiência nunca fique longe de vocês.
Ainda mais interessante vai ser a possibilidade de jogar na PlayStation Vita com jogadores que estão a jogar na PlayStation 3, abrindo assim a porta a uma nova possibilidade no campo dos modos online. Este é o tipo de possibilidades que acreditamos vir a dar uma personalidade distinta e vincada à PlayStation Vita, podendo mesmo ajudar a que se distancie da concorrência. Neste aspeto o futuro das produções ditarão em muito o sucesso da funcionalidade, e talvez neste respeito os jogadores terão uma palavra a dizer, principalmente no seu uso constante. Mas a Sony parece interessada em apostar forte nesta nova funcionalidade, oferecendo à cabeça jogos na PlayStation Vita e que poderão também ser jogados (terão que efetuar o download do jogo) na PlayStation 3. Podem ler quais os jogos que entrarão nesta oferta de lançamento.
Tal como na PSP, a PlayStation Vita vai permitir acederem à PlayStation 3 usando a funcionalidade do Remote Play e fazer com esta se transforme numa TV e num comando ao mesmo tempo. Ligando a Vita a uma PlayStation 3 podem fazer com que o jogo corra na PlayStation Vita, ao invés da TV, e aí o jogarem, deixando a TV disponível para um qualquer familiar que já esteja ao lado a colocar em causa a existência de uma portátil quando passamos o tempo todo em frente à TV no sofá.
Com o poderio tecnológico da Vita, esta funcionalidade deve ostentar enorme qualidade, bem acima da vista na PSP, e deverá ser uma alternativa válida para alguns. É o tipo de funcionalidades que passa ao lado de muitos, mas para outros é uma espécie de o futuro hoje e caso seja devidamente promovida entre os estúdios e editoras, pode vir a ser utilizada de formas bem interessantes. Mas também é certo que esta funcionalidade já está presente na PSP, onde passa completamente despercebida na atualidade. Mas acreditamos que a funcionalidade possa ser usada cada vez mais, principalmente para podermos aceder à PlayStation 3 para poder comandar e ordenar downloads. É possível por exemplo ligar remotamente a PlayStation 3 via Internet usando uma rede WiFi, em qualquer parte do mundo, voltando a desligar quando quisermos.
Hoje em dia qualquer smartphone ou consola tem uma câmara fotográfica ou um acessório que faz um efeito similar. A PlayStation Vita tem duas câmaras e mais do que ferramentas para fotografar ou mecanismo de partilha de momentos nas redes sociais, estas vão permitir que a consola ofereça jogos inseridos dentro da temática da Realidade Aumentada, ou seja, o uso da realidade à nossa volta dentro do próprio videojogo. No caso da Vita, a Sony deu o pomposo nome de WAAR (Wide-Area Augmented Reality), onde vai para além dos pequenos cartões com personagens em cima, mas cria completos campos de jogo e diversos planos de profundidade e altura.
Os exemplos mais fáceis de lembrar são aqueles centrados em mini-jogos ou então nos party games, nos quais podemos facilmente imaginar a nossa cozinha virar nível para os protagonistas ultrapassarem. Também podemos pensar que tipo de utilidade teria para homens como Hideo Kojima (lembram-se do Psycho Mantis?) e acreditar que num Metal Gear Solid poderíamos ter algo inovador.
Para além disso, ter uma câmara frontal e outra traseira permitirá criar sinergias de gameplay até ao momento não possíveis na PSP. Por exemplo num jogo como Uncharted: Golden Abyss, podemos usar a câmara traseira para poder introduzir elementos do nosso ambiente para ajudarem a resolver puzzles no jogo. O caso do papel com tinta transparente, onde para a lermos precisamos de uma fonte de luz forte é um dos muitos casos nos quais a limitação apenas está na imaginação e criatividade dos produtores.
Isto poderia ser considerado quase como uma carta de amor da Sony para todos os seus fãs, pois provavelmente mais do que pedir jogos com uma qualidade HD, uma portátil com dois analógicos era o mais pedido pelos entusiastas PSP. Não só acaba com a existência de todo um entrave à comodidade do consumidor nos seus jogos, bem como abre a porta para um leque imenso de oportunidades em termos de experiências de jogo. Pensar nas nossas séries favoritas caseiras a serem transportadas quase na perfeição para o formato portátil passa muito mais pela existência dos dois analógicos do que propriamente pelo poderio gráfico.
Pensar em como alguns dos mais aclamados jogos PSP podem agora ser jogados na Vita e como as suas possíveis sequelas vão ser muito melhor em termos de controlos é algo que não resistimos a pensar. Desde um jogo de condução a um jogo de tiros na terceira pessoa, passando pelos jogos de aventura, a presença de dois analógicos apenas vai permitir que o incómodo e as limitações em termos de controlos tão frequentemente associados às consolas portáteis desapareça praticamente por completo. É uma das "trademarks" da Vita para nós e um dos seus elementos de destaque.
É a base de um qualquer aparelho portátil de entretenimento que se preze e a sua presença em combinação com os dois analógicos faz com que a PlayStation Vita seja simplesmente do mais completo que existe no campo do controlo de videojogos. Aqui temos a Sony não só a aceder aos padrões da indústria e a entrar no mesmo campo que a Nintendo e os iOS/Android/WP, como também abre as portas para a imaginação sobre os próprios produtos Sony a serem controlados por toque, algo que não podemos ter em casa.
Ao olhar para Uncharted: Golden Abyss temos um grande exemplo de uma série que é transportada para um formato portátil com acesso a um esquema de controlo "clássico", igual ao que temos no sistema caseiro, mas que também nos apresenta um esquema de controlo alternativo por toque que se torna numa alternativa válida, ou então num simples suporte ao tradicional. Com o ecrã tátil a Vita está pronta para receber qualquer tipo de jogo que a concorrência possa oferecer e nem faz com que seja obrigatório mas sim agradável.
Esta é uma das funcionalidade que viverá de acordo com a comunidade. O seu sucesso dependerá se a comunidade aderir à plataforma social e abrir as portas da sua PlayStation Vita. Mas depois de termo usado a funcionalidade achamos que sim. A razão do sucesso que esperamos que venha atingir é porque é simples de usar e não complica. Temos apenas que aceitar partilhar os nossos dados, sobre jogos, geolocalização, troféus e ainda as nossas votações que venhamos a dar aos jogos.
Para além disso, os jogos deverão estar intimamente ligados ao Near, como é o caso do Uncharted: Golden Abyss que prima o jogador com o "Mercado Negro", no qual podemos trocar objetivos e bens pelos jogadores na mesma zona geográfica. Imaginem adquirirem uma demo e verem no Near o que os jogadores estão a dizer sobre o jogo final, por exemplo. Ou, então, saber quantos jogadores estão a jogar/jogaram um determinado jogo na nossa área de residência e quais os troféus e estatísticas que têm no jogo. É no fundo uma partilha de informações entre jogadores na mesma área. O bom do Near é que não obriga a estarmos fisicamente ligados. Imaginem estarem a jogar sem qualquer ligação à internet ativa, então quando ligarem ou chegarem a um ponto com rede irão partilhar/atualizar o vosso perfil.
Estas são algumas das razões pelas quais acreditamos que vale a pena comprar a PlayStation Vita. É claro que existem coisas que a PlayStation Vita faz menos bem, e poderão ler sobre isso na nossa análise à consola. Longe de ser um artigo sobre os prós e contras, quisemos ajudar o leitor a poder decidir de forma esclarecida a sua compra. Se os pontos que aqui enumeramos são válidos para vocês, então farão certamente uma compra acertada.
Certamente existem muitas outras mais e vocês devem ter várias a apresentar e é isso mesmo que queremos. Escrevam na secção de comentários em baixo quais as razões que acreditam validar a PlayStation Vita como objeto de compra e talvez o vosso texto surja num futuro artigo no qual os leitores esclarecem os leitores. A comunidade a trabalhar para si mesma.
Matéria na Íntegra, retirada do site Eurogamer.PT
Numa altura em que cada vez mais os smartphones colocam em causa a existência de plataformas dedicadas primeiramente aos videojogos, a PlayStation Vita vem para nos mostrar como o futuro precisa dela, pelo menos é o que acreditamos. Mas se alguns preferem quase entrar em modo filosófico e debater validades existenciais, outros preferem simplesmente ficar-se pelo que realmente está no cerne de uma portátil dedicada a videojogos, o fator diversão. Será que este aparelho que vou comprar me vai oferecer diversão? Será que o valor que vou pagar vai ser recompensado? Será que preciso deste novo aparelho e que novidades tem para me oferecer que eu não possa ter já? São algumas das perguntas que certamente estão na mente de muitos consumidores e que pretendemos ajudar a resolver ao dar as nossas próprias respostas.
Assim sendo ficam aqui algumas das razões e alguns dos melhores argumentos que consideramos melhor servir a PlayStation Vita para convencer qualquer consumidor que precisa dela. Independente de tudo, este é um novo grande momento que estamos prestes a testemunhar na indústria dos videojogos e os próximos meses podem ajudar a delinear os próximos anos, e quem sabe até a face da próxima geração de sistemas de entretenimento em termos de videojogos.
O Preço
Este é o argumento, ou a questão se assim preferirem, que queremos desde já abordar. Independente da perspetiva que se possa ter sobre os 249,99 euros (modelo Wifi) ou sobre os 299,99 euros (modelo 3G+Wifi) a PlayStation Vita chega a um preço espantoso. Se recuarmos um pouco no tempo, na apresentação na E3 2011 da PlayStation Vita, do seu nome e preço, o valor final surpreendeu a muitos, pois o marco de 300 euros a consola base era a mais apontada. Mas também é certo que tinha mais espanto e encanto em junho de 2011 do que em fevereiro de 2012, mas para o que a PlayStation Vita oferece desde o momento em que sai da caixa, o preço de venda não deixa de surpreender. Estamos num mercado com barreiras psicológicas bem vincadas em termos de preços, mas a PlayStation Vita continua a seguir a filosofia da PSP na qual a Sony oferece um aparelho "Premium" que se associa a uma forma de estar na vida e é mais do que uma consola de jogos, é um centro multimédia completamente adaptado para a atualidade.
Quem comprar uma PlayStation Vita fá-lo-á principalmente pelos videojogos, mas vai ao mesmo tempo estar a ganhar um completo leque de possibilidades para o seu entretenimento. Desde ouvir música, aceder à internet, estar em contacto permanente com amigos e aceder às mais famosas redes sociais, a PlayStation Vita é um centro multimédia que podem usar em qualquer lado a qualquer momento e facilmente o que é caro se torna barato. Por isso, julgo que o preço não é mais nem menos do que o esperado e aceitável, mesmo em tempos de crise que se vive a nível mundial.
Já no Brasil, o preço está previsto para R$ 1.599,00. Um valor que pode afastar muitos da compra, confira o infográfico do site Tecmundo sobre o preço do Playstation Vita.
Os Jogos
O artigo ainda agora começou e já por várias vezes o escrevi, a PlayStation Vita é principalmente uma portátil dedicada aos videojogos. Debaixo do fogo dos smartphones, existe algo no qual a Vita simplesmente não tem rival atualmente, nos jogos e nas capacidades que oferece às editoras e aos estúdios. Qualquer um com um mínimo interesse pela Vita já viu a qualidade dos jogos que estão a chegar, e dos que já chegaram claro, e quando existem alguns que usam como termo comparativo os melhores produtos existentes na PlayStation 3, então é realmente um bom sinal.
Jogos portáteis com uma profundidade e diversidade comparável às que temos na sala de estar é algo que impressiona e quando temos séries como Uncharted, WipEout, Final Fantasy, Mortal Kombat, Street Fighter, e Metal Gear Solid, entre outros, não podemos deixar de ficar entusiasmados com o futuro. Por outro lado, podemos começar já a pensar como seria um Gran Turismo na Vita, um novo Jak & Daxter, ou um novo inFamous Vita, por exemplo, para imaginar quão risonho pode ser o futuro da nova portátil Sony.
Sem esquecer que existem estúdios já a pensar em novas propriedades intelectuais feitas especificamente a pensar nas características da portátil. O alinhamento inicial, que já abordámos num artigo anterior, é já por si só uma das razões de compra. A Sony compreendeu muito bem que precisava de um killer app, e ter um Uncharted no alinhamento inicial do lançamento de uma consola, é uma aposta ganha, quer para as vendas quer para os jogadores. Uncharted é sinónimo de qualidade, e certamente que quer os fãs, ou novos jogadores, não irão ficar dececionados.
Poder tecnológico
Para dar vida a todas estas experiências de topo, debaixo da superfície a PlayStation Vita está munida de uma tecnologia impressionante. Um processador quad-core ARM Cortex-A9 MPCore e uma gráfica SGX543MP4 + são dois dos exemplos que podemos dar para realçar o poderio que se vai encontrar entre as vossas mãos. Para além das várias ferramentas multimédia que vai permitir obter, o poderio da Vita vai permitir ter uma qualidade impressionante nos videojogos, principalmente na sua componente gráfica. Sentimos sem dificuldade estar realmente a dar um passo em frente para aceder a um leque de produtos que não podemos ter em mais nenhum lado, para os jogar em todo o lado.
Pelo meio vamos ter ferramentas que já são consideradas obrigatórias num aparelho de entretenimento portátil atual mas que até ao momento não foram propriamente vistas num só, mas como já dissemos, é nos videojogos que a Vita mais parece impressionar e estamos mesmo certos que o poder da Vita deve ser admirado, basta ver o que está a caminho, e o que já vimos a chegar.
Poderão ler em detalhe sobre as capacidades tecnológicas da nova portátil da Sony na nossa Análise da PlayStation Vita, onde abordamos questões como qualidade do ecrã, processamento gráfico e muitos mais detalhes.
Cross-Platform Play
É sem dúvida alguma uma das funcionalidades mais espantosas da PlayStation Vita. O Cross-Platform Play vai permitir que os jogadores partilhem saves entre os jogos PlayStation 3 e Vita, podendo assim os jogadores continuarem as suas partidas da forma que bem entenderem. Imaginem que estão a gerir a vossa equipa de FIFA na paragem do autocarro, guardam os dados na PSN e depois chegam a casa para começar logo a jogar. Podem também jogar um qualquer jogo em qualquer lado e ao chegar a casa passar o save para a PlayStation 3 e aí continuar a partida, ou vice-versa, fazendo com que a experiência nunca fique longe de vocês.
Ainda mais interessante vai ser a possibilidade de jogar na PlayStation Vita com jogadores que estão a jogar na PlayStation 3, abrindo assim a porta a uma nova possibilidade no campo dos modos online. Este é o tipo de possibilidades que acreditamos vir a dar uma personalidade distinta e vincada à PlayStation Vita, podendo mesmo ajudar a que se distancie da concorrência. Neste aspeto o futuro das produções ditarão em muito o sucesso da funcionalidade, e talvez neste respeito os jogadores terão uma palavra a dizer, principalmente no seu uso constante. Mas a Sony parece interessada em apostar forte nesta nova funcionalidade, oferecendo à cabeça jogos na PlayStation Vita e que poderão também ser jogados (terão que efetuar o download do jogo) na PlayStation 3. Podem ler quais os jogos que entrarão nesta oferta de lançamento.
Remote Play
Tal como na PSP, a PlayStation Vita vai permitir acederem à PlayStation 3 usando a funcionalidade do Remote Play e fazer com esta se transforme numa TV e num comando ao mesmo tempo. Ligando a Vita a uma PlayStation 3 podem fazer com que o jogo corra na PlayStation Vita, ao invés da TV, e aí o jogarem, deixando a TV disponível para um qualquer familiar que já esteja ao lado a colocar em causa a existência de uma portátil quando passamos o tempo todo em frente à TV no sofá.
Com o poderio tecnológico da Vita, esta funcionalidade deve ostentar enorme qualidade, bem acima da vista na PSP, e deverá ser uma alternativa válida para alguns. É o tipo de funcionalidades que passa ao lado de muitos, mas para outros é uma espécie de o futuro hoje e caso seja devidamente promovida entre os estúdios e editoras, pode vir a ser utilizada de formas bem interessantes. Mas também é certo que esta funcionalidade já está presente na PSP, onde passa completamente despercebida na atualidade. Mas acreditamos que a funcionalidade possa ser usada cada vez mais, principalmente para podermos aceder à PlayStation 3 para poder comandar e ordenar downloads. É possível por exemplo ligar remotamente a PlayStation 3 via Internet usando uma rede WiFi, em qualquer parte do mundo, voltando a desligar quando quisermos.
Duas Câmaras
Hoje em dia qualquer smartphone ou consola tem uma câmara fotográfica ou um acessório que faz um efeito similar. A PlayStation Vita tem duas câmaras e mais do que ferramentas para fotografar ou mecanismo de partilha de momentos nas redes sociais, estas vão permitir que a consola ofereça jogos inseridos dentro da temática da Realidade Aumentada, ou seja, o uso da realidade à nossa volta dentro do próprio videojogo. No caso da Vita, a Sony deu o pomposo nome de WAAR (Wide-Area Augmented Reality), onde vai para além dos pequenos cartões com personagens em cima, mas cria completos campos de jogo e diversos planos de profundidade e altura.
Os exemplos mais fáceis de lembrar são aqueles centrados em mini-jogos ou então nos party games, nos quais podemos facilmente imaginar a nossa cozinha virar nível para os protagonistas ultrapassarem. Também podemos pensar que tipo de utilidade teria para homens como Hideo Kojima (lembram-se do Psycho Mantis?) e acreditar que num Metal Gear Solid poderíamos ter algo inovador.
Para além disso, ter uma câmara frontal e outra traseira permitirá criar sinergias de gameplay até ao momento não possíveis na PSP. Por exemplo num jogo como Uncharted: Golden Abyss, podemos usar a câmara traseira para poder introduzir elementos do nosso ambiente para ajudarem a resolver puzzles no jogo. O caso do papel com tinta transparente, onde para a lermos precisamos de uma fonte de luz forte é um dos muitos casos nos quais a limitação apenas está na imaginação e criatividade dos produtores.
Dois Analógicos
Isto poderia ser considerado quase como uma carta de amor da Sony para todos os seus fãs, pois provavelmente mais do que pedir jogos com uma qualidade HD, uma portátil com dois analógicos era o mais pedido pelos entusiastas PSP. Não só acaba com a existência de todo um entrave à comodidade do consumidor nos seus jogos, bem como abre a porta para um leque imenso de oportunidades em termos de experiências de jogo. Pensar nas nossas séries favoritas caseiras a serem transportadas quase na perfeição para o formato portátil passa muito mais pela existência dos dois analógicos do que propriamente pelo poderio gráfico.
Pensar em como alguns dos mais aclamados jogos PSP podem agora ser jogados na Vita e como as suas possíveis sequelas vão ser muito melhor em termos de controlos é algo que não resistimos a pensar. Desde um jogo de condução a um jogo de tiros na terceira pessoa, passando pelos jogos de aventura, a presença de dois analógicos apenas vai permitir que o incómodo e as limitações em termos de controlos tão frequentemente associados às consolas portáteis desapareça praticamente por completo. É uma das "trademarks" da Vita para nós e um dos seus elementos de destaque.
Ecrã Tátil
É a base de um qualquer aparelho portátil de entretenimento que se preze e a sua presença em combinação com os dois analógicos faz com que a PlayStation Vita seja simplesmente do mais completo que existe no campo do controlo de videojogos. Aqui temos a Sony não só a aceder aos padrões da indústria e a entrar no mesmo campo que a Nintendo e os iOS/Android/WP, como também abre as portas para a imaginação sobre os próprios produtos Sony a serem controlados por toque, algo que não podemos ter em casa.
Ao olhar para Uncharted: Golden Abyss temos um grande exemplo de uma série que é transportada para um formato portátil com acesso a um esquema de controlo "clássico", igual ao que temos no sistema caseiro, mas que também nos apresenta um esquema de controlo alternativo por toque que se torna numa alternativa válida, ou então num simples suporte ao tradicional. Com o ecrã tátil a Vita está pronta para receber qualquer tipo de jogo que a concorrência possa oferecer e nem faz com que seja obrigatório mas sim agradável.
Near
Esta é uma das funcionalidade que viverá de acordo com a comunidade. O seu sucesso dependerá se a comunidade aderir à plataforma social e abrir as portas da sua PlayStation Vita. Mas depois de termo usado a funcionalidade achamos que sim. A razão do sucesso que esperamos que venha atingir é porque é simples de usar e não complica. Temos apenas que aceitar partilhar os nossos dados, sobre jogos, geolocalização, troféus e ainda as nossas votações que venhamos a dar aos jogos.
"Imaginem adquirirem uma demo e verem no Near o que os jogadores estão a dizer sobre o jogo final."
Para além disso, os jogos deverão estar intimamente ligados ao Near, como é o caso do Uncharted: Golden Abyss que prima o jogador com o "Mercado Negro", no qual podemos trocar objetivos e bens pelos jogadores na mesma zona geográfica. Imaginem adquirirem uma demo e verem no Near o que os jogadores estão a dizer sobre o jogo final, por exemplo. Ou, então, saber quantos jogadores estão a jogar/jogaram um determinado jogo na nossa área de residência e quais os troféus e estatísticas que têm no jogo. É no fundo uma partilha de informações entre jogadores na mesma área. O bom do Near é que não obriga a estarmos fisicamente ligados. Imaginem estarem a jogar sem qualquer ligação à internet ativa, então quando ligarem ou chegarem a um ponto com rede irão partilhar/atualizar o vosso perfil.
Estas são algumas das razões pelas quais acreditamos que vale a pena comprar a PlayStation Vita. É claro que existem coisas que a PlayStation Vita faz menos bem, e poderão ler sobre isso na nossa análise à consola. Longe de ser um artigo sobre os prós e contras, quisemos ajudar o leitor a poder decidir de forma esclarecida a sua compra. Se os pontos que aqui enumeramos são válidos para vocês, então farão certamente uma compra acertada.
Certamente existem muitas outras mais e vocês devem ter várias a apresentar e é isso mesmo que queremos. Escrevam na secção de comentários em baixo quais as razões que acreditam validar a PlayStation Vita como objeto de compra e talvez o vosso texto surja num futuro artigo no qual os leitores esclarecem os leitores. A comunidade a trabalhar para si mesma.
Matéria na Íntegra, retirada do site Eurogamer.PT