Depois de ser acusada de ultrapassar as configurações de privacidade do navegador Safari, da Apple, a Google também recebeu reclamações da Microsoft por fazer o mesmo com seu browser, o Internet Explorer (IE). Segundo esta, a Google embutia no navegador programinhas (conhecidos como cookies) que rastreiam a navegação e preferências de internautas.
Segundo Dean Hachamovitch, vice-presidente corporativo da Microsoft, a empresa de Bill Gates, ao saber que a Google invadira a proteção de privacidade do Safari, desconfiou que o mesmo poderia estar acontecendo com o IE. Logo começou uma investigação interna sobre o caso. E o resultado final acabou confirmando as suspeitas.
Texto da Google enganou o Internet Explorer
Hachamovitch explica que a configuração padrão do Internet Explorer bloqueia os cookies de terceiros no browser a não ser que receba uma mensagem indicando o sistema P3P (Plataforma para Projeto de Preferências de Privacidade), que assegura que os autores dos cookies não usarão os programinhas para rastrear usuários. Entretanto, de acordo com a Microsoft, a Google engana o navegador enviando um texto que aparentemente simula a mensagem P3P.
— Com esse texto, a Google ultrapassa a proteção de privacidade e ativa seus cookies — afirma o executivo.
A Microsoft diz que entrou em contato com a Google e pediu à gigante de buscas que honrasse as configurações P3P de privacidade de todos os navegadores web. A dona do Windows também atualizou a versão atual do IE, a 9, de modo a evitar novas violações por parte da Google.
A Google respondeu à Microsoft através do site Ars Technica, declarando que a empresa de Bill Gates, ao usar o padrão P3P, força modernos websites a se valerem de práticas ultrapassadas na internet. Larry Page e companhia alegam que, segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Carnegie Mellon em 2010, descobriu que pelo menos 11 mil sites na grande rede já contornam o esquema utilizado pelo Internet Explorer. Inclusive o Facebook.
— As empresas de internet descobriram que podem mentir em suas políticas de P3P e ninguém dá a mínima — afirmou Lorrie Faith Cranor, pesquisadora da Carnegie Mellon.
— O que acontece é que a Microsoft usa um protocolo datado de 2002 para representar suas práticas de privacidade — disse Rachel Whetstone, vice-presidente de Comunicações e Políticas da Google. — E é amplamente sabido, inclusive pela própria Microsoft, que é impossível atender à solicitação do Internet Explorer mantendo, ao mesmo tempo, funcionalidades atuais da web. O botão “Curtir” do Facebook, a possibilidade de fazer login em sites usando uma conta da Google e outros serviços modernos de internet não seriam possíveis com esse esquema P3P.
Rastreamento também no iPhone e no iPod touch
Na semana passada, o “Wall Street Journal” revelou que a Google havia infringido as configurações de privacidade do navegador Safari, da Apple, para obter dados de navegação dos usuários. O browser da empresa fundada por Steve Jobs funciona não apenas nos computadores Macintosh, mas também em aparelhos populares como iPhone e iPod touch.
Fonte: d24am.com
Segundo Dean Hachamovitch, vice-presidente corporativo da Microsoft, a empresa de Bill Gates, ao saber que a Google invadira a proteção de privacidade do Safari, desconfiou que o mesmo poderia estar acontecendo com o IE. Logo começou uma investigação interna sobre o caso. E o resultado final acabou confirmando as suspeitas.
Texto da Google enganou o Internet Explorer
Hachamovitch explica que a configuração padrão do Internet Explorer bloqueia os cookies de terceiros no browser a não ser que receba uma mensagem indicando o sistema P3P (Plataforma para Projeto de Preferências de Privacidade), que assegura que os autores dos cookies não usarão os programinhas para rastrear usuários. Entretanto, de acordo com a Microsoft, a Google engana o navegador enviando um texto que aparentemente simula a mensagem P3P.
— Com esse texto, a Google ultrapassa a proteção de privacidade e ativa seus cookies — afirma o executivo.
A Microsoft diz que entrou em contato com a Google e pediu à gigante de buscas que honrasse as configurações P3P de privacidade de todos os navegadores web. A dona do Windows também atualizou a versão atual do IE, a 9, de modo a evitar novas violações por parte da Google.
A Google respondeu à Microsoft através do site Ars Technica, declarando que a empresa de Bill Gates, ao usar o padrão P3P, força modernos websites a se valerem de práticas ultrapassadas na internet. Larry Page e companhia alegam que, segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Carnegie Mellon em 2010, descobriu que pelo menos 11 mil sites na grande rede já contornam o esquema utilizado pelo Internet Explorer. Inclusive o Facebook.
— As empresas de internet descobriram que podem mentir em suas políticas de P3P e ninguém dá a mínima — afirmou Lorrie Faith Cranor, pesquisadora da Carnegie Mellon.
— O que acontece é que a Microsoft usa um protocolo datado de 2002 para representar suas práticas de privacidade — disse Rachel Whetstone, vice-presidente de Comunicações e Políticas da Google. — E é amplamente sabido, inclusive pela própria Microsoft, que é impossível atender à solicitação do Internet Explorer mantendo, ao mesmo tempo, funcionalidades atuais da web. O botão “Curtir” do Facebook, a possibilidade de fazer login em sites usando uma conta da Google e outros serviços modernos de internet não seriam possíveis com esse esquema P3P.
Rastreamento também no iPhone e no iPod touch
Na semana passada, o “Wall Street Journal” revelou que a Google havia infringido as configurações de privacidade do navegador Safari, da Apple, para obter dados de navegação dos usuários. O browser da empresa fundada por Steve Jobs funciona não apenas nos computadores Macintosh, mas também em aparelhos populares como iPhone e iPod touch.
Fonte: d24am.com