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F.E.A.R. 3 - Análise

por Jorge Loureiro

 

Embora não possa gabar-se do sucesso de um Call of Duty, Battlefield ou Halo, a série F.E.A.R tem obtido bons resultados e conquistou alguns seguidores, caso contrário, este não seria o terceiro jogo. Possivelmente muitos ainda jogam os modos online do primeiro jogo. O que F.E.A.R tem de diferente em relação aos outros jogos do género, é a sua estória e atmosfera, afinal não é todos os dias que somos assombrados por uma pequena rapariga com poderes sobrenaturais. Alma, a personagem, tem sido o foco principal desde o primeiro jogo, e ao longo das expansões e sequelas, foram desvendados alguns dos mistérios em redor desta personagem assustadora.

F.E.A.R. 3 dá continuidade direta aos jogos anteriores, e é importante referir que caso não tenham jogado os dois primeiros, ou não saibam nada acerca da série, este não é provavelmente o melhor jogo para se iniciarem, porque não irão perceber absolutamente nada do que está a acontecer. Para os fãs é uma situação diferente, para eles F.E.A.R. 3 é um título essencial pois dá conclusão à estória dos antecessores.

Cronologicamente, F.E.A.R. 3 tem lugar nove meses após os acontecimentos de F.E.A.R. 2. Point Man, o protagonista do primeiro jogo e que está ao nosso controlo mais uma vez, encontra-se num edifício da Armacham Security a ser interrogado. Logo no início somos resgatados por alguém inesperado, Paxton Fettel, o vilão de F.E.A.R. O jogo desenrola-se a partir daqui, e se quiserem descobrir o resto, terão que jogar.

 

A campanha segue o mesmo estilo dos jogos anteriores, pelo que não surpreenderá aos que já tiverem jogado. Há uma mudança regular entre ambientes fechados, escuros e assustadores para secções repletas de inimigos para eliminar. Senti uma desilusão a longo prazo, enquanto que no princípio estava a desfrutar bastante de F.E.A.R. 3, nas partes finais a sensação já não era a mesma. As partes assustadores começam a surgir com menos frequência ao longo da campanha e não inovam muito. Ver sombras e movimentos repentinos ou a figura de Alma juntamente com alguns sons arrepiantes pode assustar algumas vezes, mas acaba por se tornar repetitivo.

As secções de ação poderiam compensar esta repetição dos momentos assustadores do jogo, porém, não o fazem e acabam por cair também um pouco no mesmo erro. A variedade dos inimigos que enfrentamos poderia ser melhor, visto que representam uma grande fatia na campanha de F.E.A.R. Já numa parte bem avançada, é-nos dada a oportunidade de pilotar um mech, que faz-nos sentir capazes de aniquilar qualquer coisa que apareça à nossa frente, e já nas partes finais, enfrentamos um boss. Estes são os momentos mais memoráveis que irão encontrar.

Pelo menos a jogabilidade está bem conseguida e dá gozo jogar. Um dos elementos cruciais é a capacidade de Point Man de ver tudo em câmara lenta durante alguns segundos. É uma habilidade potente que permite limpar vários inimigos numa questão de segundos, contudo, é preciso ter cuidado porque não somos invencíveis e depois de a gastarmos, temos que esperar que recarregue. O tempo de duração desta habilidade aumenta ao longo do jogo, graças a um sistema de progressão de níveis. Quanto maior o nível, mais poderoso fica Point Man. Novas habilidades também são desbloqueadas, como é caso de um pontapé deslizante ao estilo de Bulletstorm.

 

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