De visita à Feira Internacional de Artesanato e antes de presidir à cerimónia de inauguração do certame, o ministro da Economia visitou vários ‘stands’, aconselhando todos os artesãos e criadores a destacarem a “marca Portugal†nos seus produtos.
Na sua primeira aparição pública, Ãlvaro Santos Pereira entrou na FIL e, em passo acelerado, começou de imediato a percorrer o primeiro pavilhão, fazendo perguntas e distribuindo apertos de mão.
“Uma bandeira portuguesa aqui, está bem? Assim são duas grandes marcas juntas, a da Madeira e a de Portugalâ€, disse ao visitar um ‘stand’ de bordados da Madeira, que tinham um pequeno selo da região autónoma.
Acompanhado pelo presidente daAssociação Industrial Portuguesa (AIP), Rocha de Matos e pelos presidente e vice-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Francisco Madelino e Alexandre Rosa, o novo ministro da Economia, já em mangas de camisa, falou com ceramistas, viu peças de porcelana pintadas por alunos da Universidade de Aveiro e experimentou cadeiras feitas de uma fibra de cartão.
Ãlvaro Santos Pereira fez mesmo questão de se sentar numa destas cadeiras para a experimentar.
Confrontado com o preço daquela peça, 350 euros, o novo ministro respondeu que “os produtos de qualidade e de alto valor acrescentado não têm preçoâ€, salientando que este “é importante, obviamente, mas também é importante que o preço seja aliado à qualidade e ao valor acrescentadoâ€.
“É preciso uma forte marca ‘Portugal’ por detrás para promover o orgulho português e sairmos desta criseâ€, acrescentou.
Também num ‘stand’ onde eram feitas cadeiras em madeira e verga, Santos Pereira voltou a insistir na mesma ideia.
“Falta uma coisa que acho que é importante nisto tudo: falta uma bandeirinha portuguesa para mostrarmos que é um produto português e um produto de muita qualidade, senão pensam que não é portuguêsâ€, disse o ministro, que vivia há vários anos no Canadá e era professor universitário em Vancouver.
Na sua visita, Santos Pereira perguntou diversas a quem lhe aparecia pelo caminho sobre a ligação dos jovens ao artesanato: “Não há jovens a trabalhar nisto?â€, questionou, num ‘stand’ de móveis pintados.
Já aos jornalistas, depois de ter sido questionado sobre a forma como gosta de ser chamado, o novo governante confessou dispensar os formalismos.
“Eu prefiro que me chamem sempre Ãlvaro, porque há uma coisa lá de fora que eu gosto. Quando cheguei aInglaterra pela primeira vez, em vez de chamarem senhor professor a um professor catedrático que era meu orientador, chamavam-lhe Mark, e eu, a partir daÃ, achei que era muito bom e gosto bastante. Prefiro que me chamem Ãlvaro do que me chamem ministroâ€, afirmou.