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The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D - Análise

A Lenda de Zelda celebra este ano 25 anos de existência. É um imenso legado que a Nintendo tem preservado com esforço, procurando acrescentar em cada nova entrega elementos e formas que possam proporcionar ao jogador uma experiência enriquecedora, única, repleta de fantasia, mas também apta a facultar um sentido de descoberta e de fascínio por puzzles que obrigam a uma devida interpretação do ambiente para o qual são convocados. Quando em 1987 Miyamoto deu pela primeira vez ao mundo a espada do herói Link para que este fosse resgatar a princesa Zelda das mãos de Ganon, lançou também a semente cujos frutos viria a recolher quase uma década mais tarde com o lançamento de Ocarina of Time, um jogo que visivelmente transformou muito daquilo que conhecíamos e estávamos habituados a jogar.

A Nintendo 64, como plataforma que deu continuidade ao sistema de cartuchos, não respondeu da melhor forma às investidas da concorrência do ponto de vista comercial, mas viria a ter um papel decisivo na forma como a Nintendo refez mundos e planos de jogo até então concebidos dentro de um plano bidimensional para lhes dar uma base tridimensional, abrindo assim toda uma lógica de exploração que até então era impossível de concretizar.

E desse modo nasceu Legend of Zelda Ocarina of Time, um trabalho que ganhou amarras muito para lá da composição tridimensional, mas que também não prescindiu das raízes e da matriz de A Link to The Past para daí resultar num autêntico furacão de novidades, a começar pela reprodução de um cenário abrangente e de um argumento verdadeiramente épico, recheado de surpresas visuais, ao mesmo tempo que foi capaz de se compatibilizar com a libertação provocada pela construção de cenários em três dimensões. Link permaneceu como o grande herói que haveria de restabelecer a força em Hyrule e voltar a repor a ordem reinante antes da entrada em cena de um dos maiores vilões que a história dos videojogos já conheceu; Ganondorf.

 

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