Um grupo de pesquisadores do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS comprovou a ligação entre a formação de memórias e o reforço de conexões entre os neurônios. Os resultados foram resumidos num artigo na edição de setembro da revista Trends in Neurosciences, publicação internacional de grande renome na área.
A hipótese de que memórias duradouras seriam sustentadas quando algumas conexões entre células nervosas (sinapses) são fortalecidas por longo tempo, por meio do processo chamado de potenciação de longa duração (LTP) no hipocampo foi alegada muitas vezes como base da memória. Esse processo foi descoberto em 1973. Seu verdadeiro papel, pelo menos para alguns componentes da memória, foi provado só agora, por meio de estudos com ratos.
Os processos moleculares que dão base à potenciação de longa duração incluem 40 passos. Cada um deles foi verificado com experimentos nos roedores, utilizando-se no total mais de 200 drogas que afetam a memória para verificar então a importância de cada um dos passos.
A coordenação do grupo é do neurocientista Iván Izquierdo. O artigo completo pode ser visto no site http://www.trends.com/tins/ .
Outro artigo recentemente publicado pelo grupo poderá auxiliar no tratamento de distúrbios da memória. Em parceria com a equipe de Vânia Prado, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), descobriram a importância de um neurotransmissor chamado acetilcolina.
Utilizando camundongos, verificaram que a falta de uma proteÃna que transporta esse neurotransmissor causa uma sÃndrome de amnésia especÃfica para memórias de reconhecimento nos roedores, semelhante ao que se observa na doença de Alzheimer. Os animais, modificados geneticamente para apresentarem essa deficiência, tiveram dificuldades para identificar indivÃduos e objetos.
Acredita-se que a partir desse estudo será possÃvel buscar medicamentos que possam estimular e melhorar a memória.
Como uma informação é gravada

A estrutura do cérebro que está ligada à memória e ao aprendizado é o hipocampo. É nele que são associadas as informações de uma memória. Segundo o professor Iván Izquierdo, as memórias são basicamente associações. Quando nos lembramos de um evento importante, conectamos o que sentimos, vimos e ouvimos no momento para que a lembrança seja fortalecida. Uma informação isolada dificilmente fica gravada em nossa memória.
Fonte: Revista PUCRS Informação
A hipótese de que memórias duradouras seriam sustentadas quando algumas conexões entre células nervosas (sinapses) são fortalecidas por longo tempo, por meio do processo chamado de potenciação de longa duração (LTP) no hipocampo foi alegada muitas vezes como base da memória. Esse processo foi descoberto em 1973. Seu verdadeiro papel, pelo menos para alguns componentes da memória, foi provado só agora, por meio de estudos com ratos.
Os processos moleculares que dão base à potenciação de longa duração incluem 40 passos. Cada um deles foi verificado com experimentos nos roedores, utilizando-se no total mais de 200 drogas que afetam a memória para verificar então a importância de cada um dos passos.
A coordenação do grupo é do neurocientista Iván Izquierdo. O artigo completo pode ser visto no site http://www.trends.com/tins/ .
Outro artigo recentemente publicado pelo grupo poderá auxiliar no tratamento de distúrbios da memória. Em parceria com a equipe de Vânia Prado, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), descobriram a importância de um neurotransmissor chamado acetilcolina.
Utilizando camundongos, verificaram que a falta de uma proteÃna que transporta esse neurotransmissor causa uma sÃndrome de amnésia especÃfica para memórias de reconhecimento nos roedores, semelhante ao que se observa na doença de Alzheimer. Os animais, modificados geneticamente para apresentarem essa deficiência, tiveram dificuldades para identificar indivÃduos e objetos.
Acredita-se que a partir desse estudo será possÃvel buscar medicamentos que possam estimular e melhorar a memória.
Como uma informação é gravada
A estrutura do cérebro que está ligada à memória e ao aprendizado é o hipocampo. É nele que são associadas as informações de uma memória. Segundo o professor Iván Izquierdo, as memórias são basicamente associações. Quando nos lembramos de um evento importante, conectamos o que sentimos, vimos e ouvimos no momento para que a lembrança seja fortalecida. Uma informação isolada dificilmente fica gravada em nossa memória.
Fonte: Revista PUCRS Informação